sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

As Revoluções!!!

Elziane Nascimento, 2008.
Revolução nada mais é do quê o oto ou efeito de revolver-se ou revolucionar-se. Rebelião armada; revolta, sublevação. Transformação radical de estrutura política, econômica e social, dos conceitos artísticos ou científicos, etc. Revolver ou agitar intensamente. Revoltar. Causar mudanças brusca ou notável. Provocar agitação, perturbação, excitação em alguém.

A revolução entra na categoria mais sugestiva daqueles que merecem estudo profundo e sistemático.

Não somente pela importância de que se reveste senão em virtude dos abusos a que vem sendo exposto e da anarquia observada ao redor desse conceito, da parte de quantos o usam sem refletirem nos limites de seu emprego, em face de determinadas realidades políticas e sociais.


As revoluções são os únicos eventos políticos que nos confrontam direta e inevitavelmente, com o problema do começo. Pois as revoluções, embora possamos ser tentados a defini-las, não são meras mudanças. As revoluções modernas pouco têm em comum com a mutatio rerum da historia romana, ou com a luta civil que perturbava a polis grega.
A antiguidade estava bem familiarizada com as mudanças políticas e com a violência que a acompanhava, mas nenhuma delas parecia dar origem a algo inteiramente novo, apenas recaiu num estágio diferente do seu ciclo, e que era, portanto, imutável em si mesmo. Quem poderia negar o imenso papel que a questão social veio desempenhar em todas as fases das revoluções.
Outro fato bem conhecido na antiguidade era que o de que os tiranos subiram ao poder com o apoio das camadas simples ou pobres, e que sua maior probabilidade de se conservarem no poder estava no desejo do povo de ter igualdade de condição . A relação de riqueza e governo estão ligados à distribuição da riqueza, e finalmente, a conclusão de que o interesse pode ser a força matriz de toda luta política. No século XVII, Voltaire foi o primeiro a unir o conceito de revolução a idéia de o progresso. Aristóteles no século XVII, as revoluções de Estado eram consideradas como “fases de uma circulação eterna das formas de governo”, em consonância com as teorias do estagirita.
No entanto, a questão social começou a desempenhar um papel revolucionário quando, na Idade Moderna, e não antes, os homens começaram a duvidar que a pobreza fosse inerente à condição humana, a duvidar que a distinção entre os poucos que, por circunstâncias, força ou fraude, conseguiram libertar-se dos grilhões da pobreza, e a miserável multidão dos trabalhadores, fosse inevitável e eterna. Adam Smith, afirmava que a indigência condenava os que não tinham propriedade, era, com efeito, a fonte de toda a riqueza. Nessas condições, a rebelião dos pobres, da parte escravizada, poderia de fato, ter por objetivo mas do que a libertação deles próprios e a escravização da outra parte humilhada.
O antigo ciclo de perenes recorrências se baseava na distinção, supostamente “natural”, entes do advento da revolução, havia interrompido esse ciclo, de cada uma vez por todas. É incontentável o fato de que nem o espírito dessa revolução, nem as ponderadas e eruditas teorias políticas dos “Pais Fundadores” tiveram grandes repercussão no continente europeu. Mas, por outro lado, aquilo que representou para todas as outras revoluções os problema mais urgente e mais difícil de ser resolvido politicamente, a questão social, na forma das condições alarmantes de miséria das massas, não exerceu qualquer influencia nos rumos da Revolução Americana.
O que alimentou o élan revolucionário na Europa não foi a revolução Americana, mas a existência de condições que se tinham estabelecido na América, e que eram bem conhecidas na Europa, muito antes da Declaração de Independência, pareceu aos revolucionários ser mais importante mudar a tessitura da sociedade, tal como fora mudado na América antes de sua revolução, do que mudar a estrutura de domínio político, e como que organicamente, no Novo Mundo, só pudesse ser conseguida, no Velho Mundo, através da violência e da sangrenta revolução, quando lá se espalhou a noticia de uma nova esperança para a humanidade. É certamente notável que essa idéia seja, de alguma forma, apoiada por Karl Max, que parece haver acreditado que suas profecias sobre o futuro do capitalismo e as vindouras revoluções proletárias não se aplicavam ao desenvolvimento social nos Estados Unidos.
Algumas palavras ainda precisam ser ditas sobre a freqüente afirmação de que, todas as revoluções modernas são essencialmente cristãs em sua origem, mesmo quando sua fé confessa é o ateísmo, sua ênfase na igualdade das almas perante Deus. A secularização, a separação da religião da política, e o surgimento de um reino secular, com a dignidade própria, é certamente um fator crucial no fenômeno da revolução. Com isso não quero negar a dissolução do elo entre a autoridade e a tradição, possibilitada por Lutero, sua tentativa de basear a autoridade na própria palavra divina ao invés de apóiá-la na tradição, contribuiu para o enfraquecimento da autoridade da Idade Moderna.
Pois, o fato é que nenhuma revolução jamais foi feita em nome da cristandade da Idade Moderna, de tal sorte que o melhor que se pode dizer em favor dessa teoria é que ela necessitou de modernidade para poder liberar os germes revolucionários da fé cristã, o que é, obviamente, dar a questão como provada. Na verdade, a filosofia cristã, rompeu com o conceito de tempo da antiguidade,porque o nascimento de Cristo, tendo ocorrido num tempo humano secular, constituiu não só um novo princípio como também um acontecimento único e sem repetição, esse acontecimento, como salientou Agostinho, ocorrera uma vez, porém jamais ocorreria novamente, até o final dos tempos.
O conceito moderno de revolução,inextricavelmente ligado à noção de que o curso da história começa subitamente de um novo rumo,de que uma história inteiramente nova, uma história nunca antes conhecida ou narrada esta para se desenrolar, era desconhecido antes das duas grandes revoluções no final do século XXIII. Que as revoluções estavam na eminência de anunciar uma era inteiramente nova, tinha sido atestado anteriormente, com a criação de calendário revolucionário, onde a execução do rei e a proclamação da república eram contados como o ano um. Porém, a liberdade, como fenômeno político, foi contemporâneo das cidades-estados gregos. Desde Heródoto,ela foi entendida como uma forma de organização política em que os cidadãos viviam juntos em condições de não-mando, sem outra espécie de poder; é a pior forma de governo, o domínio pelo demos.
A isonomia assegurava, a igualdade, não porque todos os homens tivessem nascido, ou tivessem sido criados iguais, mais, ao contrário, porque eram, por natureza, desiguais,e necessitavam de uma instituição artificial,a polis, a qual, os tornaria iguais. Nem a igualdade, nem a liberdade eram entendidas como uma qualidade inerente à Natureza humana, doadas pela natureza e se desenvolvendo por si mesmas. Elas eram convencionais e artificiais, produtos do esforço humano e das qualidades do mundo feito pelos homens. Os gregos afirmavam que ninguém pode ser livre a não ser entre os seus pares,eles foram o produto dos “três grandes direitos primordiais”: a vida, liberdade, propriedade, em relação aos quais todos os outros direitos eram “direitos subordinados [isto é] os recursos ou meios que freqüentemente precisam ser utilizados, para que se possa obter e gozar plenamente as reais e substanciais liberdade”, elas são produto da libertação, mais não constituem, absolutamente, o verdadeiro conteúdo da liberdade, a qual, como veremos posteriormente, significa participação nas coisas públicas, ou admissão ao mundo político. Se a revolução tivesse tido como meta apenas a garantia dos direitos civis, não teria, com isso, visado à liberdade, mas tão-somente à libertação de governo que tivesse extrapolado seus poderes e infringindo direitos antigos e bem enraizados.
O ponto em questão é que, enquanto o primeiro, o desejo de ser livre de opressão, poderia ser realizado sob regime monárquico- embora não o fosse sob um poder tirânico, e muito menos despótico - o último necessitava da formação de uma nova, ou antes, redescoberta forma de governo. Exigia a construção de uma república. Do que afirmação “de que as disputas daquela época eram disputas de principio entre os defensores de um governo republicano e os de um regime monárquico”. O que a revolução trouxe à luz foi uma experiência de ser livre, e essa foi uma experiência nova, a experiência da capacidade do homem para iniciar alguma coisa nova. Isso significa naturalmente, que as revoluções são algo mais que insurreições bem-sucedidas, e que não temos justificativa para apelidar coup d’etal de revolução, ou para exagerá-la em qualquer guerra civil.
Todos esses fenômenos têm em comum a revolução o fato de foram concretizados através da violência, e essa razão pela qual eles são,com tanta freqüência, confundidos com ela, somente onde ocorrer mudança, no sentido de um novo principio, onde a violência for utilizada para constituir uma forma de governo completamente diferente, para dar origem à formação de um novo corpo político, onde a libertação da opressão almeje, pelos menos, a constituição da liberdade, é que podemos falar de revolução, a ânsia de libertar e de construir uma nova morada onde a liberdade possa habitar. O que a torna tão importante para a historia das revoluções, da qual Maquiavel foi um precursor, é que ele foi o primeiro a refletir sobre a possibilidade da criação de um corpo político estável, permanente e duradouro. O que a distinguia dos revolucionários foi que ele via sua instituição-a criação de nova Itália, de um Estado-nação, italiano, organizado segundo os modelos francês e espanhol. A única alteração benéfica que era capaz de conceber.
O plano de revolução Francesa foi esboçado amplamente nos livros (...)de Maquiavel, pois ele poderia facilmente ter acrescido: Nós também “amamos nosso país mais do que a salvação de nossa alma”. Ele certamente não foi o pai da ciência política, ou da teoria política, mais é difícil negar que se pode muito bem ver nele o pai espiritual da revolução. Em ambos os casos, o elogio da violência se apresentou estranhamente em conflito com a professada admiração por tudo quanto era romano, dado que na república romana era a autoridade, e não a violência, que regulava a conduta dos cidadãos. Veremos, mais tarde, que essa última parte da tarefa da revolução-­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­encontrar um novo absoluto para substituir o absoluto poder divino-é que insolúvel, pois o poder, sob condição da pluralidade humana, nunca pode atingir a onipotência, e leis que se baseiam no poder humano nunca podem ser absolutas.
A nova palavra que Maquiavel introduziu na teoria política, e que tinha sido usada mesmo antes dele, foi à palavra los stato. Essas palavras, porém, nunca indicaram libertação, como de uma a entendem as revoluções, e muito menos traduzia o estabelecimento de uma nova liberdade, mas os escravos, e os estrangeiros residente, que compunham a maioria da população sem jamais fazer parte do povo, tivessem se sublevado e exigido igualdade de direito. Isto, como sabemos, jamais aconteceu. No entanto, o alvo dessas rebeliões não era uma contestação da autoridade e da ordem estabelecida das coisas, como tais; era sempre uma questão de mudar a pessoa que acontecia esta investida de autoridade, fosse a troca de um usurpador por um monarca legitimo, fosse a substituição de um tirano que tivesse abusado do poder por um governante legal. Onde realmente aconteceu que homens das camadas sociais inferiores se elevassem para o esplendor do poder público, como no caso dos condottieri das cidades-estados italianos, seu ingresso na esfera pública e no poder foi devido a qualidade pelas quais se distinguiam do povo, por uma virtú que era tanto mais louvada e admirada por não ser reconhecida por origem social e nascimento.
Ademais, do ponto de vista histórico, os homens das primeiras revoluções - isto é, aqueles que não apenas fizeram uma revolução, mas introduziram as revoluções no cenário da política. A palavra revolução foi originalmente um termo astronômico, que cresceu em importância nas ciências naturais com o De revolutinibus orbium coelestium de Copério. Nesse emprego cientifico, o vocábulo reteve seu preciso significado latino, designando o movimento regular, sistemático e cíclico das estrelas. Nada poderia estar mais distanciado do significado original da palavra revolução do que a idéia que apoderou obsessivamente de todos os revolucionários, isto é, que eles são agentes num processo que resulta no fim definido de uma velha ordem, e provoca o nascimento de um novo mundo.
Quando, de inicio, a palavra desceu do céus e foi introduzida para descrever o que acontecia na terra entre os mortais,apareceu claramente como uma metáfora, transportando a noção de um movimento eterno, irresistível e sempre recorrente às oscilações aleatórias, aos altos e baixos do destino humano, que haviam sido comparados ao nascer e ao pôr do sol, da lua e das estrelas, desde tempos imemoriais. A Revolução Gloriosa, o acontecimento em que, muito paradoxalmente, o termo encontrou guarida definitiva na linguagem histórica e política, não foi entendida, de forma alguma, como uma revolução, mais como uma reintegração do poder monárquico à sua antiga gloria e honradez.

Contudo, o fato é que aquela efêmera vitória da primeira revolução moderna foi oficialmente interpretada como uma restauração, ou, mais precisamente, como “a liberdade restaurada pelas bênçãos de Deus”, como está gravado no grande brasão de 1651. Eles alegavam, com toda sinceridade, que desejavam o retorno dos velhos tempos em que as coisas eram como deviam ser, e quando, portanto, a própria revolução já havia adquirido seu novo significado, Thomas Paine ainda pôde, em consonância com o espírito de uma época pretérita, propor, com toda seriedade, chamar as Revoluções Americanas e Francesas de “contra revoluções”. Paine, devemos lembrar, usou o termo contra revolução em resposta à energética defesa de Burke em favor dos direitos dos ingleses, garantidos por antiqüíssimos costumes e pela historia. É importante observar que a palavra latina homo,equivalente a “homem”, significado originalmente alguém que não era nada além de um homem, uma pessoa sem direitos e, por conseguinte um escravo.

A idéia geral de inovação e novidade, como tal, existia antes das revoluções, e, não obstante, estava basicamente ausente de seus primórdios. Em relação a esse e a outros aspectos seria tentador argumentar que os revolucionários, eram antiquados em termos de sua própria época, antiquados certamente quando comparados aos homens de ciência e aos filósofos do século XVII, os quais, como Galileu enfatizavam a “absoluta novidade” de suas descobertas, ou, como Hobbes, afirmavam que a filosofia política não era mais antiga do que sua obra De Cive,ou, como Descartes, insistiam em que nenhuma filosofia tivera sucesso antes com a filosofia. Em outras palavras, o estranho pathos de novidade, tão característico da Idade Moderna, necessitou de quase duzentos anos para abandonar a relativa reclusão do pensamento filosófico e cientifíco, e ingressar no mundo da política.

Foi apenas no decorrer das revoluções do século XVII que os homens começaram a tomar consciência de que um novo principio podia ser um fenômeno político, podia ser conseqüência daquilo que os homens tinham feito e que, conscientemente, se dispuseram a fazer. A novos ordo saeclorum não era mais uma benção advinda do “grande plano e desígnio da Província”, e a novidade não era mais a vaidosa e simultaneamente assustadora posse de alguns, à noção de que irresistibilidade, o fato de que o movimento giratório das estrelas segue uma trajetória predeterminada e, é independente de qualquer influencia do poder humano. Sabemos, ou acreditamos saber, a data exata em que a palavra revolução foi usada pela primeira vez com uma ênfase ao nosso entendimento de revolução, que se tornou uma prática comum datar o novo significado político do antigo termo astronômico a partir do momento desse novo uso.

No Brasil ouvimos ainda a palavra – e politicamente pela última vez – no sentido da antiga metáfora que transfere, do céu para a terra, o seu significado, mais aqui, talvez pela primeira vez, a ênfase deslocou-se inteiramente do determinismo de um movimento giratório cíclico para a sua irresistibilidade. E essa multidão, esse movimento, aparecendo pela primeira vez em plena luz do dia, era na verdade a multidão dos pobres e dos oprimidos, que em todos os séculos passados tinham estado ocultos na obscuridade e na degradação.

Porém, desde a Revolução Francesa, tem sido comum interpretar qualquer levante violento, seja ele revolucionário ou contra - revolucionário, em termos de uma continuação do movimento iniciado originalmente em 1789, como se os termos de calma e restauração fossem somente as pausas em que correntes imergiu no subsolo para acumular forças e irromper novamente na superfície- em 1830, em 1832, em 1848,em 1851 e em 1871 para mencionar apenas as datas mais importantes do século XIX. No entanto, não foi na nossa época, mas nos meados do século XIX que a expressão “revolução permanente”, ou, ainda que mais sugestivamente, révolution en permance, foi criada (por Proudhon), e, com ela, a idéia de que “não houve nunca varias revoluções, mas que há apenas uma revolução única, e perpétua”.

Contudo, precisamos apenas nos lembrar dos rumos da Revolução Americana, onde aconteceu exatamente o oposto, e recordar o quanto era forte o sentimento de que o homem é senhor do seu destino, que impregnava todos os seus atores, pelos menos no que diz respeito ao governo político, para entender o impacto que o espetáculo da impotência do homem em face do curso de sua própria ação deve ter tido. A pena o poder do monarca parecia interpor entre os homens e sua liberdade de agir, surgiu de repente uma força muito mais poderosa que compelia os homens à sua vontade, e da qual não havia libertação possível, revolta ou fuga, a forçada Historia e da necessidade histórica. Teoricamente, a conseqüência de maior alcance da Revolução Francesa foi o nascimento do moderno conceito de Historia, na filosofia de Hegel. Contudo,essa própria compreensão era teórica, no antigo sentido original da palavra teoria; a filosofia de Hegel.embora tratasse da ação e do domínio dos assuntos humanos, consistia na contemplação, tudo que tinha sido político-atos, palavras, e acontecimentos- tornava-se histórico. Contudo, o ponto em questão é que todos que, por todo o século XIX e na maior parte do século XX, seguiram as pegadas da Revolução Francesa, se viram não simplesmente como sucessores dos homens da Revolução Francesa, mais também como agentes da Historia e da necessidade histórica, com a conseqüência óbvia, ainda que paradoxal, de que em um lugar da liberdade, foi a necessidade que se tornou a principal categoria do pensamento político e revolucionário.

A verdade, não obstante fosse concebida “historicamente”, isto é, entendida como revelando-se no tempo, não precisava necessariamente ser válida em todas as épocas, embora tivesse de ser válida para todos os homens, independentemente do lugar em que possam morar e do país em que porventura tenham nascido. Em outras palavras, a verdade não devia referir-se ou dizer respeito aos cidadãos em cujo meio apenas podia existir uma grande diversidade de opiniões, nem aos nascidos, cujo senso de verdade estaria limitado por sua própria história e experiência nacional. A verdade tinha de referir-se ao homem qua homem, o qual, como uma realidade terrena, tangível, não existia em lugar algum. Este é o significado da famosa dialética da liberdade e da necessidade, em que ambas finalmente coincidem­­­­­­­­­—talvez o mais terrível, e humanamente falando, o mais intolerável paradoxo de todo o pensamento moderno.

Portanto, o paradoxo de que a liberdade é fruto da necessidade, no próprio entendimento de Hegel, dificilmente, seria mais paradoxal do que a reconciliação do céu e da terra. Já o conceito moderno de Historia, com sua ênfase sem precedentes na Historia como um processo, tem muitas origens e, entre elas, especialmente, o inicial conceito moderno de natureza como um processo. Todo movimento cíclico é um movimento necessário por definição. Mais o fato de que a necessidade, como uma característica inerente à Historia, sobrevivesse a moderna ruptura do ciclo dos eternos retornos, e fizesse seu reaparecimento num movimento que era essencialmente retilíneo­­- e que, portanto,não retornava ao que era conhecido anteriormente, mas se alongava rumo a um futuro desconhecido, esse fato deve sua existência não à especulação teórica, mas a experiência política e ao curso dos acontecimentos reais.

Foi a Revolução francesa, e não a Americana, que ateou fogo ao mundo, e foi, conseqüentemente, do curso da Revolução Francesa, e não do desenrolar dos acontecimentos na Americana, ou dos atos dos “Pais Fundadores” que o atual uso da palavra revolução recebeu suas conotações e matizes em todos os lugares, inclusive nos Estados Unidos. A colonização da América do norte e o governo republicano dos Estados Unidos tiveram efetivamente a iniciativa de sua própria historia por pouco mais de cem anos, em esplendido, ou não tão esplendido isolamento do continente-mae. A triste verdade é que a Revolução Francesa, que redundou em desastre, tenha leito história no mundo, ao passo que a Revolução Americana, tão triunfantemente vitoriosa, tenha permanecido um acontecimento de importância quase que apenas local.

A parti daí, os homens arrebatados à sua revelia nos vendavais revolucionários, para um futuro incerto, assumiram o lugar dos orgulhosos idealizadores que intentaram construir seus novos lares com base no saber acumulado de todas as épocas pretéritas, na forma como o entendiam. Não o pensamento, apenas a prática, apenas a aplicação poderia ser nova. Os homens da Revolução Americana julgaram que podiam começar a agir segundo as circunstãncias, e a política inglesa não lhes deixou outra alternativa senão a fundação de um corpo político inteiramente novo. “retornou ao passado através das eras, até a mais remota Antiguidade, mas não encontrou nada que se compare ao que está ocorrendo diante dos meus olhos; já que o passado deixou de lançar sua luz sobre o futuro, o espírito do homem vagueia na escuridão”. Aumentou de intensidade com a Revolução de Outubro,que teve profundo significado das melhores esperanças dos homens da posterior constatação da inteira dimensão do seu desespero, que a Revolução Francesa representou para seus contemporâneos. Apenas que, dessa vez, não foram experiência inesperada que transmitiram a lição, mas a modelagem consciente de um curso de ação sobre as experiências de uma época e acontecimento passados.

Noções Conclusivas

As Revoluções, embora possamos ter tentados a defini-las, não são meras mudanças. (...) A Antiguidade estava bem familiarizada com a mudança política e com a violência que a acompanhava, mas nenhuma delas parecia dar origem a algo inteiramente novo. As mudanças não interrompiam o curso daquilo que a Idade Moderna passou a chamar de História (...). A revolução é uma tentativa, acompanha do uso da violência, de derrubar as autoridades políticas existentes e de as substituir, a fim de efetuar profundas mudanças nas relações políticas, no ordenamento jurídico-constitucional e na esfera socio-econômica. (...)em uma fundamentação histórica que mostre como as classes dirigentes não cedem seu poder espontaneamente e sem opor resistência, e como, em conseqüência, os revolucionários são obrigados a arrebatá-los pela força, e que (...), além disso, como as mudanças introduzidas pela Revolução não podem ser pacificamente aceitas, já que significam a perda do poder, do status e da riqueza para todas as classes prejudicadas (...).

O problema foi sempre o mesmo: os que freqüentaram a escola da revolução aprenderam e souberam antecipadamente o rumo que deve tomar uma revolução. Foi o curso dos acontecimentos, e não os homens da revolução, que eles imitaram.mais não podiam fazer isso,pois sabiam que uma revolução deve devorar seus próprios filhos, assim como sabiam que uma revolução daria origem a uma seqüência de revoluções, ou que, ao inimigo declarado, seguir-se –ia o inimigo oculto sob máscara dos “suspeitos”, ou que uma revolução se dividiria em duas facções extremas - os indulgents e os enrijes – que verdadeiramente ou “objetivamente” trabalhavam juntas para solapar o governo revolucionário, e que a revolução era “resgatada” pelo homem do centro, o qual, longe de ser mais moderado, aniquilava a direita e a esquerda, como Robespierre liquidou Danton e Hébert.

Eles adquiriram a habilidade de representar qualquer papel que o grande drama da História lhes viesse atribuir, e se nenhum outro papel tivesse disponível a não ser o de vilão, eles estavam mais do que dispostos a aceitá-los, de preferência a ter de ficar de fora da peça. Estes homens ousaram afrontar todos os poderes vigentes, e desafiar todas as autoridades da terra, e cuja coragem estava além de qualquer duvida. Foram ludibriados, não em razão das palavras de Danton e Vergniaud, de Robespierre e Saint-Just, e de todos os outros, que ainda soavam em seus ouvidos; foram ludibriados pela História, e se tornaram os tolos da História.

Referências Bibliográficas

-http://oglobo.globo.com/blogs/blogdeaula/post.asp?cod_Post=64743&a=273



ARENDET, Hannah. Da revolução. São Paulo: Ática, BOBBIO, Norberto;


MATTEUCCI, Nicolau;PASQUINO, Gianfranco. Dicionário de política. Brasília: Ed. da Universidade de Brasília, 1986.


http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2003/01/45543.shtml






A SOBERANIA

Elziane Nascimento, Direito, 2007.
Noções Introdutórias
Este texto foi realizado sobre a soberania no mundo moderno, levando em consideração algumas teorias acerca da soberania, evolvendo a ordem jurídica internacional e considerando o debate entre kelsen e Campagwolo e, também foi feito uma análise da corte interamericana de Direitos Humanos.
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A exata compreensão do conceito de soberania é necessário para o entendimento do fenômeno estatal, visto que não há Estado perfeito sem soberania. Daí a simples definição de Estado como a organização da soberania. A soberania se compreende no exato conceito de Estado. Estado não soberano ou semi-soberano não é Estado. A soberania é uma autoridade superior que não pode ser limitada por nenhum outro poder.
Não são soberanos os Estados membros de uma federação. O próprio qualificativo de membro afasta a idéia de soberania. O poder supremo é investido no órgão federal. Foi convencionado na Constituinte de Filadélfia, onde se instituiu o regime federalista que, as unidades estatais integrantes da União se denominariam Estados-Membros, com autonomia de direito público interno, sendo privativo da União o poder de soberania interna e internacional. Aliás, é mais apropriada a denominação de Província, para as unidades federadas. A soberania é una, integral e universal. Não pode sofrer restrições de qualquer tipo, salvo, naturalmente, as que decorrem dos imperativos de convivência pacífica das nações soberanas no plano do Direito Internacional.
Soberania relativa ou condicionada por um poder normativo dominante não é soberania. Deve ser posta em termos de autonomia. Denominava-se o poder de soberania, entre os romanos, suprema potestas. Era o poder supremo do Estado na ordem política e administrativa. Posteriormente, passaram a denominá-lo poder de imperium, com amplitude internacional. Etimologicamente, o termo soberania provém de superanus, supremias, ou super omnia, configurando-se definitivamente através da formação francesa souveraineté, que expressava, no conceito de Bodin, "o poder absoluto e perpétuo de uma República".
Historicamente, é bastante variável a formulação do conceito de soberania, no tempo e no espaço. No Estado grego antigo, como se nota na obra de Aristóteles, falava-se em autarquia, significando um poder moral e econômico, de auto-suficiência do Estado. Já entre os romanos, o poder de imperium era um poder político transcendente que se refletia na majestade imperial incontrastável. Nas monarquias medievais era o poder de soberania de fundamento carismático e intocável. No absolutismo monárquico, que teve o seu clímax em Luiz XIV, a soberania passou a ser o poder pessoal exclusivo dos monarcas, sob a crença generalizada da origem divina do poder de Estado. Finalmente, no Estado Moderno, a partir da Revolução Francesa, firmou-se o conceito de poder político e jurídico, emanado da vontade geral da nação.
"A soberania é uma espécie de fenômeno genérico do poder. Uma forma histórica do poder que apresenta configurações especialíssimas que se não encontram senão em esboços nos corpos políticos antigos e medievos." (Miguel Reale).
"A soberania é a capacidade de impor a vontade própria, em última instância, para a realização do direito justo." (Pinto Ferreira).
"Por soberania nacional entendemos a autoridade superior, que sintetiza, politicamente, e segundo os preceitos de direito, a energia coativa do agregado nacional." (Clóvis Beviláqua).
Para as teorias carismáticas do direito divino (sobrenatural ou providencial) dos reis, o poder vem de Deus e se concentra na pessoa sagrada do soberano. Para as correntes de fundo democrático, a soberania provém da vontade do povo (teoria da soberania popular) ou da nação propriamente dita (teoria da soberania nacional).
Para as escolas alemãs e vienenses, a soberania provém do Estado, como entidade jurídica dotada de vontade própria (teoria da soberania estatal). Desdobram-se estes troncos doutrinários em várias ramificações, formando uma variedade imensa de escolas e doutrinas.
No entanto, existe a teoria da soberania absoluta do rei que começou a ser sistematizada na França, no século XVI, tendo como um dos seus mais destacados teóricos Jean Bodin, que sustentava: “a soberania do rei é originária, ilimitada, absoluta, perpétua e irresponsável em face de qualquer outro poder temporal ou espiritual”. Esta teoria é de fundamento histórico e lança suas raízes nas monarquias antigas fundadas pelo direito divino dos reis. O poder de soberania era o poder do rei e não admitia limitações de outras pessoas.
Firmou-se esta doutrina da soberania absoluta do rei nas monarquias medievais, consolidando-se nas monarquias absolutistas e alcançando a sua culminância na doutrina de Maquiavel. Os monarcas da França, apoiados na doutrinação de Richelieu, Fénelon, Bossuet e outros, levaram o absolutismo às suas últimas conseqüências, identificando na pessoa sagrada do rei o próprio Estado, a soberania e a lei.
Já a teoria da soberania popular teve como precursores Altuzio, Marsilio de Padua, Francisco de Vitoria, Soto, Molina, Mariana, Suarez e outros teólogos e canonistas da chamada Escola Espanhola. Reformulando a doutrina do direito divino sobrenatural, criaram eles o que denominaram teoria do direito divino providencial: o poder público vem de Deus, sua causa eficiente, que infunde a inclusão social do homem e a conseqüente necessidade de governo na ordem temporal. O poder civil corresponde com a vontade de Deus, mas promana da vontade popular - omnis potestas a Deo per populum libere consentientem. Sustentou Suarez a limitação da autoridade e o direito de resistência do povo, fundamentos do ideal democrático. E Molina, embora reconhecendo o poder real como soberania constituída, ressaltou a existência de um poder maior, exercido pelo povo, que denominou soberania constituinte.

Porém, a teoria da soberania nacional ganhou corpo com as idéias político-filosófico que fomentaram o liberalismo e inspiraram a Revolução Francesa: ao símbolo da Coroa opuseram os revolucionários liberais o símbolo da Nação. Como frisou Renard, "a Coroa não pertence ao Rei; o Rei é que pertence à Coroa". Este é um princípio, é uma tradição, de que o Rei é depositário, não proprietário. A este entendimento, aliás, se deveu a convivência entre a Coroa e o Parlamento, em alguns Estados liberais. Sustentaram que a nação é a fonte única do poder de soberania. O órgão governamental só o exerce legitimamente mediante o consentimento nacional.

Esta teoria é radicalmente nacionalista: a soberania é originária da nação, no sentido estrito de população nacional (ou povo nacional), não do povo em sentido amplo. Exercem os direitos de soberania apenas os nacionais ou nacionalizados, no gozo dos direitos de cidadania, na forma da lei. A soberania, no conceito da Escola Clássica, é UNA, INDIVISÍVEL, INALIENÁVEL e IMPRESCRITÍVEL. UNA porque não pode existir mais de uma autoridade soberana em um mesmo território. INDIVISÍVEL, seguindo a mesma linha de raciocínio que justifica a sua unidade. INALIENÁVEL, por sua própria natureza. A vontade é personalíssima: não se aliena, não se transfere a outrem. IMPRESCRITÍVEL, no sentido de que não pode sofrer limitação no tempo. Uma nação, ao se organizar em Estado soberano, o faz em caráter definitivo e eterno. Não se concede soberania temporária, ou seja, por tempo determinado.



E não poderia deixar de falar da teoria da soberania do Estado que pertence às escolas alemã e austríacas, as quais divergem fundamentalmente da Escola Clássica Francesa. Seu expoente máximo, Jellinek, parte do princípio de que a soberania é a capacidade de autodeterminação do Estado por direito próprio e exclusivo. A soberania é uma qualidade do poder do Estado, ou seja, uma qualidade do Estado perfeito. A soberania do Estado foi amplamente defendida pelas escolas alemã e austríaca, representadas principalmente por Georg Jellinek e Hans kelsen. Para essa teoria, a soberania não pertence nem ao governante nem aos governados, mas ao Estado, que tem a exclusividade na criação do direito. Assim não haveria nenhum direito alheio à figura do Estado. Jellinek afirma que "a soberania é um poder jurídico" e kelsen de outra forma não pensa, uma vez que defende o Estado como uma ordem normativa e só admite a soberania dentro do domínio do normativo.
Essa teoria se fundamenta, principalmente, em uma visão monista da relação entre Estado e direito, isto é, Estado e direito formam uma realidade única. Assim, não seria concebível qualquer forma de direito que não fosse aquele criado pelo Estado, o direito positivo. Do mesmo modo, não seria concebível um Estado que não fosse um Estado de direito. Para estas Escolas, lideradas, respectivamente, por Jellinek e Kelsen, que sustentam a estatalidade integral do Direito, a soberania é de natureza estritamente jurídica, é um direito do Estado e é de caráter absoluto, isto é, sem limitação de qualquer espécie, nem mesmo do direito natural cuja existência é negada. Portanto, se a soberania é um poder de direito e todo direito provém do Estado, o tecnicismo jurídico alemão e o normativismo kelseniano levam à conclusão lógica de que o poder de soberania é ilimitado e absoluto. Logo, toda forma de coação estatal é legítima, porque tende a realizar o direito como expressão da vontade soberana do Estado.
Com efeito, se todo direito emana do Estado e este se coloca acima do direito, ressalta a evidência de que a limitação do poder estatal por regras que dele próprio derivam não passa de mera ficção.
O Estado não pode criar arbitrariamente o direito, ele cria a lei, o direito escrito, que é apenas uma categoria do direito no seu sentido amplo. Como acentua Pontes de Miranda, “o Estado é apenas um meio perfectível, não exclusivo, de revelação das normas jurídicas”. A lei que dele emana há de corporificar o direito justo como condição de legitimidade.
A teoria negativista da soberania diz que a soberania é uma idéia abstrata. Não existe concretamente. O que existe é apenas a crença na soberania. Estado, nação, direito e governo são uma só e única realidade. Não há direito natural nem qualquer outra fonte de normatividade jurídica que não seja o próprio Estado. E este conceitua-se como organização da força a serviço do direito. Já a teoria realista ou institucionalista afirma que a soberania é originária da Nação, mas só adquire expressão concreta e objetiva quando se institucionaliza no órgão estatal, recebendo através deste o seu ordenamento jurídico-formal dinâmico, ou seja, é originariamente da Nação (quanto à fonte do poder), mas, juridicamente, do Estado (quanto ao seu exercício).
E neste campo não se projeta a soberania como vontade do povo, senão como vontade do Estado, que é a Nação politicamente organizada, segundo a Escola Clássica Francesa. O Prof. Machado Paupério tira a conclusão de que "soberania não é propriamente um poder, mas, sim, a qualidade desse poder; a qualidade de supremacia que, em determinada esfera, cabe a qualquer poder".

Passando o momento genético da sua manifestação na organização da ordem constitucional, concretiza-se a soberania no Estado, que passa a exercê-la em nome e no interesse da NAÇÃO. Isso conduz à conceituação da soberania como poder relativo, sujeito a limitações. Portanto, as Limitação da soberania é limitada pelos princípios de direito natural, pelo direito grupal, isto é, pelos direitos dos grupos particulares que compõem o Estado (grupos biológicos, pedagógicos, políticos, espirituais, etc), bem como pelos imperativos da coexistência pacífica dos povos na órbita internacional.

  • O poder da soberania exercido pelo Estado encontra fronteiras não só nos direitos da pessoa humana como também nos direitos dos grupos e associações, tanto no domínio interno quanto no internacional.
  • Notadamente no plano internacional, a soberania é limitada pelos imperativos da coexistência de Estados soberanos.

A de uma progressiva limitação interna da soberania, no plano do direito estatal, e a de uma progressiva absolutização externa da soberania, no plano do direito internacional. O primeiro percurso dar seu primeiro passo com o acaso do absolutismo régio e com o nascimento do Estado Liberal. Com a declaração dos direitos do homem e do cidadão, de 1789, e depois com as sucessivas cartas de direito constitucionais, muda à forma do Estado e, com ela muda até se esvaziar, o próprio principio de soberania interna.

  • Graças a esses princípios, a relação entre Estados e cidadãos, já não é uma relação entre soberano e súditos, mas sim entre dois sujeitos, ambos de soberania limitada.

A carta da ONU assinala, em suma, o nascimento de um novo direito internacional e o fim de um velho paradigma. Tal carta equivale a um verdadeiro contrato social internacional, com o qual o direito internacional, mudou estruturalmente transformando de sistema pacticio, num verdadeiro ordenamento jurídico supra-Estatal: não mais um simples pacto associativo mas também um pacto de sujeição. No novo ordenamento, são de fato sujeitos de direito internacional não somente o Estado, mas também os indivíduos e os povos: os primeiros como titulares, nos confrontos de seus próprios estados, dos direitos humanos a eles conferidos pela declaração de 1948 e pelos pactos de 1966: os segundos enquanto titulares de direito de autodeterminação, reconhecido pelo artigo primeiro do mesmo pacto.

  • Porém a Corte Interamericana de Direitos Humanos é um projeto criado para acessar a jurisdição internacional, tanto no nível regional como no global, em casos de violação aos Direitos Humanos. O objetivo é difundir, dentre as entidades de direitos humanos, o acesso aos Sistemas Global e Interamericano de Direitos Humanos, é um órgão judicial autônomo cujo propósito é aplicar e interpretar a Convenção Americana de Direitos Humanos e outros tratados de Direitos Humanos. Faz parte do chamado Sistema Interamericano de Proteção aos Direitos Humanos. A forma que confere eficácia aos direitos humanos esta ainda na dependência de sua definição no nível da legislação de cada país. É deste, no fundo, que depende tanto na extensão dos direitos quanto a definição das garantias que os instrumentam.

É tão importante a existência dessas garantias que em alguns casos a própria extensão do direito é dada pela maior ou menor força do instrumento que o tutela. A esses instrumentos é que mais propriamente se dá o nome de garantias. A competência consultiva refere-se ao poder de interpretar as disposições dos tratados, definindo seus conteúdos e alcances. Isto é feito através dos chamados pareceres consultivos, nos quais, por meio de consultas feitas pelos Estados-Partes ou por órgãos da OEA, a Corte IDH define precisamente os limites dos tratados e a compatibilidade de leis nacionais em relação a eles.

As decisões são irrecorríveis. Elas podem determinar o pagamento de indenizações às vítimas, mas também podem recomendar a implementação de políticas públicas de combate às violações de direitos humanos pelos países-membros. No entanto a Corte não conta com poder coercitivo para aplicar penas aos países que não cumprirem a sentença. Pode contudo, condená-lo moralmente no âmbito internacional.

Mas, acima de tudo, do julgamento destes casos paradigmáticos emerge uma força moral, servindo de referência para fazer cessar a violação crônica aos direitos humanos e criando pouco a pouco uma consciência de respeito ao próximo.

No período em que Kelsen estava em Genebra encontrou o exilado Italiano Umberto Campagnolo, ou melhor Campagnolo encontrou Kelsen. Campagnolo conheceu Kelsen na faculdade de letras e filosofia em genebra, na qual foi seu professor por vários anos, o contato com Kelsen e seu interesse por direito internacional, induziram Campagnolo a pedir uma bolsa de estudos na faculdade Haia. Campagnolo cresceu muito com a ajuda de seu mestre professor Hans Kelsen, e Campagnolo encontrava hospitalidade nas revistas escritas por Kelsen. Porém, Kelsen não admitia que criticassem suas teorias e a defendia com energia e garra e, no seu lado pessoal não era de guardar rancor para com o adversário, ao contrario dele, reconhecia os méritos intelectuais.

Kelsen propõe a Campagnolo sua tese de trabalho como la norme juridique et le droit international, Campagnolo terminara por usar um titulo diverso por achar aquele proposto por Kelsen como titulo geral da própria pesquisa, sendo que sua tese só utilizaria parte.

A tese de Campagnolo é analizada a fundo por Kelsen, mas do que as criticas que às fez a outra doutrina que importaria a Kelsen era sua conclusão: a qual chega Campagnolo se a primazia é do direito do Estado, e não do direito internacional, chega se –ia ao Estado Mundial- fim ultimo da construção de Campagnolo. Somente por via que Kelsen designa como imperialista: aquele pela qual um Estado impõe sua vontade sobre a soberania de outros.

Para Campagnolo a supremacia do direito estatal sobre o direito internacional – ao filosofo resta somente uma via logicamente coerente com as premissas: a do imperialismo. Kelsen sustentava a critica de que o princípio da soberania com, a conseqüente relativização do próprio conceito de Estado, entendido como órgão de um direito superior e em continua evolução.

Em sua tese de doutorado discutida e aprovada por uma comissão da qual Kelsen era o relator principal, com cerca de 30 página, em seu relatório Kelsen faz uma análise minuciosa e uma critica da dissertação ponto por ponto, a qual o doutorado responde com um memorial com mais de 50 páginas, na qual réplica com minúcias e com audácias, sem maiores afetações, quase para além de qualquer relação hierárquica.

A tese Kelseniana dar primazia do direito internacional sobre o direito estatal representara uma novidade sem precedente. Já Campagnolo nega tal primazia de Kelsen. Porque para Campagnolo o direito internacional entendido como conjuntos dos vínculos de natureza jurídica que mantêm junto ao Estado num ordenamento, não importa se supra –ordenado ou subordenado- não existe.

A não existência do direito internacional, assim como o compreendem tanto aqueles que o afirma quanto aqueles que os negam. E quem nega o direito internacional, o nega por que compreendem a soberania como poder absoluto, e portanto incompatível com qualquer tipo de vinculo, e tal tese é fundamental na recusa de atribuir ao Estado o caráter de sujeito de direito.

Porém, a preferência se deu pela tese Kelseniana demonstrada pelo pacifismo diante do imperialismo seria uma escolha ultima sem bases cientificas – esta naturalmente bem disposto a aceitar a primazia do direito estatal, enquanto quem é favorável ao pacifismo é, ao contrario, inclinado a aceitar o ponto de vista da primazia do direito internacional.

Campagnolo mesmo não renunciando sua tese, a não renuncia ao ideal do Estado universal, da civitas máxima, mas a compreende como o final da aspiração eminente em todos os Estados.

Noções Conclusivas

A soberania do Estado foi amplamente defendida pelas escolas alemãs e austríacas, representadas principalmente por Georg Jellinek e Hans kelsen. Para essa teoria, a soberania não pertence nem ao governante nem aos governados, mas ao Estado, que tem a exclusividade na criação do direito. Assim não haveria nenhum direito alheio à figura do Estado. Jellinek afirma que "a soberania é um poder jurídico" e Kelsen de outra forma não pensa, uma vez que defende o Estado como uma ordem normativa e só admite a soberania dentro do domínio do normativo.

Essa teoria se fundamenta, principalmente, em uma visão monista da relação entre Estado e direito, isto é, Estado e direito formam uma realidade única. Assim, não seria concebível qualquer forma de direito que não fosse aquele criado pelo Estado, o direito positivo. Do mesmo modo, não seria concebível um Estado que não fosse um Estado de direito.

E isso uma vez que, a soberania é a ausência de limites de regras, ou seja, é ao contrário daquilo em que o direito consiste.

De tal modo que a Federação é uma união nacional mas restrita e indissolúvel, em outras palavras, os Estados passam a constituir uma única pessoa jurídica de direito público internacional, ou seja, um só Estado soberano.

Porém no debate de Campagnolo com Hans Kelsen, Kelsen dar primazia do direito internacional sobre o direito estatal, e Campagnolo nega tal primazia, sendo que para Campagnolo o direito internacional é entendido como conjuntos dos vínculos de natureza jurídica que mantêm junto o Estado num ordenamento. Campagnolo mesmo não renunciando sua tese, a não renuncia ao ideal do Estado universal, da civitas máxima, mas a compreende como o final da aspiração eminente em todos os Estados.

De certo é que, mesmo um Estado sendo soberano, sua soberania sempre é limitada.

Referências Bibliográficas

Celson Ribeiro. CURSO DE TEORIA DO ESTADOE CIENCIA POLITICA. Editora Saraiva.

Luigi ferrajoli. martins fontes. A Soberania no Mmundo Moderno.

Martins fontes, Mario G. Direito Internacional e Estado Soberano.

Exercício 4 de Adm.Geral - Bacharelado

Fundamentos de Planejamento

–Objetivos de Aprendizagem:
• Definir planejamento e explicitar a sua importância para a administração
• Distinguir os diferentes tipos de planos



• Descrever o papel dos objetivos no planejamento
• Identificar as características dos objetivos bem definidos.
• Analisar as vantagens e desvantagens da administração por objetivos
• Identificar e analisar as principais críticas ao planejamento




O planejamento é um processo de administração que envolve:
1. A definição dos objetivos da organização;
2. A escolha de uma estratégia para os atingir;
3. O desenvolvimento de planos de ação específicos para integrar e coordenar os esforços da organização.




A Importância do Planejamento

é necessário :

  • reduzir custos

  • antecipar mudanças

  • Dar um rumo à organização

  • Facilitar o controle.


1. proporcionar uma direção que permita a coordenação dos esforços;
2. reduzir o impacto da incerteza ambiental e preparar a mudança;
3. minimizar a redundância e o desperdício;
4. estabelecer objetivos e padrões que podem ser posteriormente usados no controle do desempenho organizacional;
5. permitir a identificação de oportunidades e a antecipação de potenciais problemas.


Tipos de Planos:


􀂃 Nível de Abrangência - planos estratégicos, táticos ou operacionais.
􀂃 Horizonte Temporal
– Planos de Curto Prazo – até 1 ano
– Planos de Médio Prazo – de 1 a 3 anos
– Planos de Longo Prazo – mais de 3 anos
􀂃 Permanência – temporários ou permanentes
􀂃 Detalhe – específicos ou genéricos


􀂃 Plano Estratégico
􀂃 Plano Tático
􀂃 Plano Operacional


1. Aplicáveis à organização como um todo
2. Estabelecem os objetivos gerais da organização
3. Posicionam e enquadram a organização no seu ambiente externo
4. Definem uma direção para os esforços da organização
5. Servem de base para os planos táticos e operacionais
6. Cobrem períodos de tempo alargados
7. São pouco específicos nos detalhes


Planos Táticos e Operacionais / Características


1. Aplicáveis a áreas específicas da organização (ex: Comercial e Marketing)
2. São resultado dos objetivos estratégicos
3. Especificam em detalhe como os objetivos gerais devem ser alcançados
4. Cobrem períodos de tempo curtos
5. Devem ser constantemente adaptados para fazer face aos novos desafios


Planos Genéricos e Específicos


Os planos genéricos são flexíveis e definem orientações gerais.
– Focados nos resultados (o que importa é alcançar os objetivos, não como se alcançam)


Os planos específicos são bem definidos e não deixam margem para dúvidas.
– Focados no processo (procuram dar resposta a: o quê, quando, onde, quanto e quem).


Componentes de um Plano


􀂃 Objetivos
􀂃 Meios de Realização
􀂃 Meios de Controle

O Papel dos Objetivos no Planejamento


Os objetivos são fins, propósitos, intenções ou estados futuros que as pessoas e as organizações pretendem alcançar, por meio da aplicação de esforços e recursos.


–As organizações têm múltiplos objetivos
–Os objetivos podem ser potencialmente conflitantes entre si.


􀂃 Os objetivos podem ser classificados de acordo
com:


–natureza (financeiros ou estratégicos);
–nível de formalização (explícitos ou implícitos);
–processo de definição (tradicional topo-base ou administração por objetivos).


Importância dos Objetivos


􀂃 Fornecem uma direção para a organização.
􀂃 Orientam a elaboração dos planos e a tomada de decisões dos gestores.
􀂃 Fornecem bases para a avaliação do desempenho e do progresso realizado.
􀂃 Funcionam como agentes de motivação.


Características dos Objetivos


􀂃 Devem ser enunciados em termos dos resultados a alcançar (e não ações a realizar).
􀂃 Devem ser mensuráveis e quantificáveis.
􀂃 Devem ter um horizonte temporal claro (definidos no tempo).
􀂃 Devem ser desafiantes (para motivar), mas realizáveis (para não desmotivar).
􀂃 Devem ser claros, preferencialmente escritos.
􀂃 Devem ser comunicados a todos os envolvidos.
􀂃 Devem ser coerentes entre si e hierarquizáveis.


Sistemas de Definição de Objetivos Administração por Objetivos


􀂃

Sistema em que os objetivos são conjuntamente definidos pelos subordinados e os seus supervisores.
􀂃 Os objetivos são utilizados como base fundamental dos esforços de motivação, avaliação e controle.
􀂃 A administração por objetivos é constituída por quatro elementos:
1.especificidade dos objetivos;
2.tomada de decisão participativa;
3.horizonte temporal explícito;
4.avaliação do desempenho periódica;


  • Vantagens


– Maior ligação entre os objetivos gerais da empresa e os objetivos individuais.
– Obriga os gestores a estabelecerem prioridades, metas e medidas de desempenho.
– Estimula a participação, a motivação e o comprometimento (ganhos de produtividade).
– Proporciona uma clarificação de funções, responsabilidades e autoridade.
– Aumenta a capacidade da empresa de responder às alterações do ambiente externo.

  • Desvantagens


– Depende do apoio e empenho da administração de topo ao sistema de administração por objetivos.
– Pode ser inútil e desmotivador em ambientes ou fases de mudança dinâmica.
– Sobrevaloriza os objetivos individuais em detrimento dos objetivos organizacionais.
– Concentra os esforços no curto prazo em prejuízo do planejamento de longo prazo.
– Podem consumir tempo excessivo e dar origem a demasiada burocracia.


Críticas ao Planejamento


􀂃 O planejamento cria rigidez.
􀂃 Os planos não podem ser desenvolvidos para ambientes dinâmicos.
􀂃 Os planos formais não podem substituir a intuição e a criatividade.
􀂃 O planejamento concentra-se na concorrência atual e não na sobrevivência futura.


Planejamento Eficaz em Ambientes Dinâmicos


􀂃 Desenvolver planos que são específicos, mas flexíveis.
􀂃 Entender o planejamento como um processo contínuo, devendo, por isso, ser revisto permanentemente.
􀂃 Permanecer alerta às mudanças ambientais e às novas oportunidades e ameaças que vão surgindo.
􀂃 Reconhecer que os planos servem como diretrizes para as organizações, não sendo algo que deve ser seguido religiosamente.

____________________________-

Exercício:

1) O que é o planejamento? Por que o planejamento é tão importante para a administração?

Resposta: É definir os objetivos ou metas da organização, estabelece uma estratégia geral para atingir esses objetivos e desenvolve uma hierarquia abrangente de planos para integrar e coordenar as atividades. É importante porque é a ferramenta para administrar as relações com o futuro e por ser uma aplicação específica do processo de tomar decisões.

2)Qual a relação entre planejamento e o desempenho das organizações?

Resposta: Os gerentes e as organizações que planejam têm um desempenho melhor do que aqueles que não planejam,ou seja, o planejamento formal em uma organização geralmente significa mais lucros e outros resultados financeiros positivos,a qualidade do processo de planejamento de planejamento e a implementação apropriada dos planos provavelmente contribuem mais para o alto desempenho do que a extensão do planejamento.

3)Quais os diferentes tipos de plano?

Resposta: Amplitude de uso (estratégico, tático e operacional);
Estrutura de tempo (longo e curto prazo);
Especificidade (direcional e específico) e Freqüência de uso( único e permanente).

4)Qual a diferença entre planos e objetivos? Dê exemplos?

Resposta: Planos é um guia para a ação no futuro, pois, estabelece qual situação deverá ser alcançada, o que precisa ser feito para alcançá-la e os recursos que serão aplicados nesse esforço. Objetivos são os resultados desejados que, orientam o intelecto e a ação, isto é, são os fins, propósitos, intenções ou estados futuros que as pessoas e as organizações pretendem alcançar, por meio da aplicação de esforços e recursos.

5)Qual o papel e a importância dos objetivos no planejamento?

Resposta: é fornecer uma direção para a organização; orientar a elaboração dos planos e a tomada de decisões dos gerentes;f ornecer bases para avaliar o desempenho e o progresso realizado e funciona como agente de motivação.

6)Quais as características que os objetivos bem definidos devem ter?

Resposta: Devem ser definidos de maneira específica e mensurável; devem ser avaliados com precisão, tem que ser claro, coerente entre si e hierarquizáveis, devem ser desafiantes, mas também realizáveis.

7)Distinga o sistema tradicional de definição de objetivos da administração por objetivos?

Resposta: No sistema tradicional, objetivos são os fins, propósitos, intenções ou estados futuros que as pessoas e as organizações pretendem alcançar por meio da aplicação de esforços e recursos, e na APO os objetivos específicos de desempenho são determinados em conjunto pelos funcionários e sua chefia; O progresso na direção dos objetivos é periodicamente revisto e as recompensas alcançadas com base no progresso.

8)Quais os principais argumentos utilizados contra o planejamento formal nas organizações?Você concorda?

Resposta: O planejamento pode resultar em rigidez; Os planos podem ser traçados para um ambiente dinâmico, planos formais não podem substituir a intuição e a criatividade; O planejamento focaliza a atenção do gerente na competição de hoje, não na sobrevivência de amanhã; O planejamento formal reforça o sucesso, o que pode levar ao fracasso. Não concordo.

9)Como podem os gestores planejar eficazmente em ambiente dinâmico?

Resposta: Os gerentes devem se envolver no planejamento por pelo menos 4 motivos: O planejamento proporciona direção; Reduz o impacto da mudança; Minimiza o desperdício e a redundância, e estabelece padrões para facilitar o controle da empresa.

Exercício 3 de Adm.Geral - Bacharelado

Elziane Nascimento,2006,
Adm. Geral - Bacharelado.
1.O que é organização? O que é a estrutura organizacional? O que é o organograma?
Resposta: Organização é o processo de estabelecimento de relações entre as pessoas e os recursos disponíveis para alcançar os objetivos propostos.
A estrutura organizacional é o Conjunto de relações formais entre os grupos e os indivíduos que constituem a organização,que define como as tarefas são divididas, agrupadas e coordenadas.

Organograma é um diagrama que permite visualizar, a estrutura de uma organização,a posição de cada gestor na estrutura da organização e as linhas de autoridade formal.
2.Em que consiste o processo de organização e quais os seus seis elementos?
Resposta: Consiste na empresa para ajudar a organização nos processos de tomada de
decisões administrativas.
Os sei elementos são:
1.a especialização do trabalho;
2.o tipo de departamentalização;
3.a cadeia de comando;
4.a amplitude de controle;
5.o grau de centralização ou descentralização;
6.o nível de formalização.
3.Em que consiste a especialização do trabalho e qual a sua importância?
Resposta: Consiste em agrupar funções semelhantes ou relacionadas em unidades de gestão para permitir uma melhor coordenação. É importante porque permite simplificar o trabalho, aumentando a eficácia
e a eficiência, pois contribui para um aproveitamento mais racional dos recursos disponíveis nas organizações.
4.Quais as formas de departamentalização mais comuns nas organizações e quais suas vantagens e desvantagens?
Resposta: As formas de departamentação mais comuns são:

– departamentalização por funções;
– departamentalização por produto;
– departamentalização por cliente;
– departamentalização por área geográfica;
– departamentalização por projeto.

As vantagens é que a empresa fica divida por departamentalização, pois com isso melhora o atendimento e os lucros.

Já as desvantagens pode ser quando as derpatamentalização não são unidas.
5. Em que consiste o princípio da cadeia de comando?
Resposta: Consiste no princípio de administração que defende que, a autoridade deve passar do topo até ao último elemento da hierarquia organizacional através de uma linha clara e ininterrupta, identificando quem deve responder perante quem. Este princípio defende a unidade de comando, ou seja, cada subordinado reporta apenas a um único superior hirárquico. Permite uma melhor coordenação e tende a evitar conflitos.
6. Distinga os conceitos de responsabilidade, autoridade e poder.
Responsabilidade: é a obrigação de desempenhar, da melhor forma possível, um conjunto de tarefas e objetivos relacionados com um cargo ou função.

Autoridade: é o direito de decidir e de dirigir outros na execução das tarefas tendo em vista a persecução dos objetivos da organizaçã, ou seja,o direito de organizar e dirigir o uso de recursos à sua disposição.

Poder: é a Capacidade de exercer influência, ou seja, a capacidade para alterar o comportamento de uma pessoa.
7. O que é a amplitude de controle e que fatores influenciam a sua extensão?
Resposta: É o número de pessoas pertinentes à unidade subordinadas à um gestor.
Os fatore são;
1. complexidade do trabalho;
2. competência, experiência e motivação dos gestores e dos subordinados;
3. sofisticação dos sistemas de informação e comunicação;
4. similaridade das funções supervisionadas.
8.Discuta as principais vantagens e desvantagens da centralização ou descentralização.
  • As vantagens são:

-Maior uniformidade de políticas, procedimentos e decisões;
– Redução do risco de erro pelos subordinados (por falta de informação ou capacidade);
– Possibilidade de um controle mais apertado das operações;
– Maior agilidade, rapidez e flexibilidade na tomada de decisões;
– Maior criatividade na busca de soluções;
– Decisões mais adaptadas às condições locais.

  • As desvantagens são:

– Maior dependência da hierarquia para tomar decisões;
– A uniformidade impede a competição para melhorar;
– Desestimula a criatividade e possibilidade de inovação;
-Poder de uniformidade nas políticas e procedimentos da organização;
– Tendência para o desperdício e duplicação de recursos;
– Canais de comunicação mais dispersos pela organização;
– Maior dificuldade de localizar os responsáveis e de controle.

9. O que é a formalização? Quais as suas vantagens e desvantagens nas organizações contemporâneas?

Resposta: Formalização são normas e procedimentos adotados pelas empresas na execução das atividades exigidas na realização dos trabalhos inerentes ao alcance de seus objetivos. Não se apresenta de forma neutra, uma vez que sua avaliação reflete o julgamento que os dirigentes fazem de seus subordinados, considerando-os capazes de tomar suas próprias decisões.

  • As vantagens são:

Ambientes mais complexos e dinâmicos, que exigem a execução de atividades não-repetitivas, impele as organizações à adoção de formas inovativas de estruturas, cujas características, são: baixo nível de formalização, diversificação elevada, multiplicidade de comando, comunicação horizontal e diagonal e utilização de formas avançadas de departamentalização.

  • As desvantagens são:

A existência de um ambiente estável e atividades repetitivas favorecem as estruturas tradicionais, que se caracterizam por um alto nível de formalização, pela elevada especialização, pela unidade de comando, pela comunicação vertical e pelo recurso a formas tradicionais de departamentalização.

Exercício 2 de Adm. Geral - Bacharelado

Elziane Nascimento, 2006.
Adm. Geral - Bacharelado.
Estudo de Caso: A Comissão de Estudos
1)Que tipo de autoridade tem Joaquim sobre o Centro de Tecnologia?
Resposta: Joaquim como gerente tem a autoridade de Linha.
2)Que tipo de autoridade tem a diretoria sobre Joaquim?
Resposta: A diretoria tem autoridasde de linha sobre Joaquim, pois o mesmo é subordinado à diretoria.
3)Que tipo de autoridade tem Joaquim sobre a comissão?
Resposta: Ele tem autoridade de assessoria, pois ele criou a comissão, para facilitar o andamento do projeto.
4)Que tipo de autoridade tem a diretoria sobre sobre comissão?
Resposta: A diretoria tem autoridade de assessoria sobre a comissão.
5)A criação da comissão é um exemplo de descentralização?
Resposta: Sim, é um exemplo de descentralização.
6)Que tipo de comunicação a comissão passou a ter com a diretoria depois de criada?
Resposta: A comissão passou à se comunicar diretamente com a diretoria.
7)Como se explica o comportamento da comissão, que provocou as dúvidas de Joaquim?
Resposta: Joaquim ficou com esse comportamento, por que a comissão passou a tomar decisões por conta própria, superou as espectativas prevista por Joaquim de atividade meramente consultiva.
8)Quais as razões das dúvidas de Joaquim?
Resposta: Joaquim ficou com dúvidas por que em pouco tempo, a equipe o transformara-se no gerente do projeto, para o qual estabeleceu data do término.
9)Coloque-se no lugar de Joaquim.Como você teria agido?
Resposta: Eu primeiramente teria avaliado a situação de todos, e optaria em uma avaliação para saber como estava indo o projeto, se estivesse indo tudo bem, seria melhor ainda pra mim, como criadora do projeto e, ficaria sartisfeito por ter indicado profissionais competentes para o projeto.
10)Coloque-se no lugar de colega de Joaquim, no final do caso. O que você teria dito a ele?
Resposta: Eu tentaria deixa-lo mais calmo e, depois explicaria de maneira clara os pontos "fortes e fracos de criar uma comissão", como por exemplo o que poderia ser ameaça e o que poderia ser a oportunidade.

Exercício 1 de Adm.Geral - Bacharelado

Elziane Nascimento,2007,
Adm. Geral - BAcharelado.
1)Que dimesões influeciam a ação gerencial? Você concorda mais com a visão onipotente ou simbólica? Justifique.


Resposta: Influenci o ambiente interno e o ambiente externo,concordo com a visão simbólica da organização,por ter uma importãncia gerencial melhor mas a mesma não faz a gestão.
2)O que é o ambiente organizacional? Em que medida a teoria dos sistemas contribui para a compreensão deste e da sua importancia para a administração?
Resposta: O ambiente organizacional é o conjunto incluíndo sociocultural, tecnológico,demográfico, político-legal e econômico. Em medida que é composto por fatores ou elementos externos, ambiente externo-bem como por fatores ou elementos internos, ambiente interno-influenciando a atuação da administração.
3)O que é a cultura organizacional? Quais os seus níveis e dimensões?
Resposta: É um sistema de significados e crenças compartilhadas e sustentandas pelos membros da organização que determina em boa medida como eles acham.
Os níveis são:
Artefatos: visíveis mais raramente decifráveis
Valores: ideologia coletiva que determina comportamento
Pressupostos: verdades inquestionáveis,invisiveis e inquestionados
As dimensões são:
Inovação; Estabilidade;Agrecividade; Atenção ao detalhe;
Orietação para o detalhe; Orientação para as pessoas e Orientação para o grupo;
sendo todos com altos e baixos.
4)Como a cultura organizacional afeta a ação gerencial?
Resposta: Afeta por ser um sistema de signficados e crenças compartilhadas e sustentadas pelos membros da organização.
5) O que é o ambiente externo? Distinga os elementos do macroambiente e do ambiente operativo de uma organização, dando exemplo de cada um.
Resposta: O ambiente externo das organizações representa o contexto em que as organizações existem e operam e, é constituído por todas as influências externas que tem impactos nas decisões e no desempenho da organização, ou seja , todos os elementos exteriores à organização que são relevantes para as suas operações.
  • Os elementos do macroambiente são elementos de ação "indireta do ambiente exerno" constituido por um conjunto amplo e complexo de fatores que condicionam diretamente entre eles: Condições econômicas, condições políticas-legais, condições sócio-culturais, condições demográficas e condições tecnológicas

  • O ambiente operativo é relacionado com o alcance dos objetivos da organização, inclui os individuos, grupos ou organizações que influenciam diretamente nas atividades de uma organização, tais como: Consumidores, fornecedores, competidores, sindicatos, meios de comunicação social, instituições financeiras e o Estado.

As cinco forças competitivas de Porter

Elziane Nascimento,Adm.geral - Bacharelado,2007.


O primeiro conceito essencial de Porter identifica cinco forças competitivas que,
segundo ele, determinam a intensidade da competição em um dado setor. "A meta da estratégia competitiva para uma unidade de negócios em um setor é encontrar uma posição no setor onde a empresa possa se defender melhor dessas forças competitivas ou influenciá-las a seu favor". As cinco forças competitivas são:



(1)Rivalidade Interna
(2) Barreiras à Entrada
(3) Substitutos e Complementos
(4) Poder dos Fornecedores
(5) Poder dos Compradores



Segundo Porter, os setores variavam de acordo com as cinco "forças competitivas" básicas e a compreensão dessas forças era fundamental para se elaborar a estratégia e garantir uma vantagem.




Da vantagem competitiva tinha que ocorrer não no nível da empresa como um todo, mas no nível das atividades distintas que uma empresa realiza para projetar, produzir, comercializar, entregar e oferecer suporte ao seu produto. Em suma, em todas as empresas haveria uma cadeia de atividade que gerava valor para seus clientes, e somente por meio da cuidadosa análise dessa "cadeia de valor" é que a empresa poderia encontrar fontes de vantagem competitiva sustentável.